quinta-feira, 15 de outubro de 2009

LEVANTE-SE E FAÇA

COMITÊ DA SOLIDARIEDADE e VISÃO SOCIAL participam da ação global

LEVANTE-SE E FAÇA

O Comitê da Solidariedade e o Programa Visão Social vão reunir seus parceiros neste domingo, 18/10, às 17h00min, no Parque Farroupilha, junto ao Monumento ao Expedicionário, para ler o "Manifesto Levante-se e Faça" e tomar aquele chimarrão.


Você que é de outros municípios e outros estados, participe em sua cidade de alguma ação ou faça uma!
Depois nos envie as fotos para publicarmos em nosso site.

Dê uma olhada no site em português e mobilize seus amigos, familiares e parceiros.

Se quiser se unir a nós ficaremos felizes com a tua presença!
Bj
Rudáia

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Inclusão de Deficientes

Este é um tema complexo e que ao longo do tempo tem trazido à luz, a situação em que vivem milhares de pessoas pelo mundo. No Dia 11 de outubro é o Dia do Deficiente. Como na maioria das causas de exclusão social, são necessárias datas comemorativas, ou melhor, que chamem a atenção e despertem o interesse das pessoas para as discussões e tentativas de minimizar o sofrimento que a maioria das pessoas com algum tipo de deficiência sofrem.

A discriminação é uma delas. E estou falando de discriminação mesmo.

Discriminam o deficiente por ser diferente, por necessitar de adaptações especiais para uma melhoria na qualidade de suas vidas. A sociedade em geral é muito cruel com todas as diferenças.

Vemos todos os dias os abusos cometidos contra idosos, negros, pobres, índios, gays, mulheres...e por aí vai. Imaginem o que passam as pessoas que tem alguma deficiência física ou mental e além disto são negros, índios, idosos, pobres, gays, mulheres...

Estas são as discriminações associativas, onde as pessoas são julgadas e excluídas por terem alguma "diferença" física e diferença social.

O que temos para comemorar no Dia do Deficiente é que muito trabalho tem sido feito para incluir estas pessoas, como seres humanos normais, em nossa sociedade. Várias instituições tem alcançado grande sucesso, pois devolvem a alto-estima, a vontade de viver e fazem estas pessoas acreditarem que continuam a ser merecedoras de respeito e dignidade.

Muitos nos dão uma grande lição de vida com as superações diárias, que vão além do preconceito, como a falta de acessibilidade na maioria dos locais públicos.

O que falta realmente são políticas públicas sérias e não eleitoreiras e partidárias. O que falta é RESPEITO e SOLIDARIEDADE. O que faltam são VALORES e PRINCÍPIOS ÉTICOS.

Mas, ninguém está livre de um belo dia, esbarrar em alguma barreira que transforme suas vidas e de seus familiares, em situações como as que passam os deficientes, nem os políticos.

O meu respeito, o meu amor, a minha solidariedade sempre, a minha participação na luta por melhores condições de vida e transformação da sociedade. Aos amigos, aos conhecidos e não conhecidos, que estão enfrentando alguma deficiência, força, fé e coragem, porque temos grandes exemplos de que deficientes sempre são eficientes e GENTE!

bj
Rudáia

Martin Buber, um teólogo que prega o diálogo

Não é de hoje que falamos que a educação é a base de tudo. É com ela que vamos conseguir transformar realidades, conviver em sociedade de forma sustentável e respeitosa com todas as formas de vida.

Martin Buber, Jornalista e Teólogo, defende a tese de que a troca entre os interlocutores ainda é o melhor caminho para o entendimento.

A comunicação em parceria com a educação, fazendo a diferença! O quanto cada um de nós é importante para o crescimento e o desenvolvimento do outro. "EU sem TU" não seria ninguém!

Boa leitura!

bj
Rudáia



Assim como Sócrates, Buber defendia a troca entre interlocutores.





Filósofo judeu sugere que os professores ensinem os jovens a conviver com o próximo

Martin Buber (1878-1965) foi um respeitado jornalista e teólogo. Defensor da coexistência entre árabes e judeus, foi um crítico do modelo adotado na construção do Estado de Israel e, como filósofo, publicou um livro de menos de 100 páginas que é considerado um dos mais densos e belos da área: Eu e Tu, de 1923.

A base de seu pensamento é o diálogo, como única saída para o mundo em que viveu, dividido e marcado pela intolerância e pela violência – um pouco como os dias atuais. Buber aplicou à Pedagogia os conceitos que usava em sua defesa da paz. Ele explica como, a seu ver, o processo educativo deve privilegiar a conversa e a cooperação entre as crianças. Para ele, saber se relacionar é mais importante do que ser individualmente bem-sucedido. “A relação eu-tu é um ato essencial do homem, atitude de encontro entre dois parceiros na confirmação mútua”, destaca Newton Aquiles von Zuben, professor de Filosofia da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas e tradutor de Buber para o português. Essa união tem como pressuposto o nós e só existe se houver diálogo.

Os conceitos da obra-prima seriam retomados em toda a sua produção, inclusive em ensaios pedagógicos escritos ao longo da vida. A professora Maria Betânia do Nascimento Santiago, da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ressalta, numa tese que resume toda a obra do pensador, como ele vê o processo do aprendizado no ser humano. No começo da vida, segundo Buber, a criança vivencia o mundo admirando o outro, o tu. Esse tu, mais tarde, vai ajudar na constituição do eu, na medida em que a criança for percebendo seus próprios limites em relação ao que ela imaginava sobre as pessoas que a cercam.

Bem no começo da infância, o eu tem a ilusão de ser onipotente e vive num mundo de fantasias. Com o tempo, o sujeito percebe que não é perfeito e, mais ainda, que vai sempre depender das relações – mentais ou sociais – que estabelece com o tu. “O tu inato expressa- se na ternura e na reciprocidade. O homem se torna eu na relação com o tu”, cita Maria Betânia. Além disso, assim que percebe a distância entre o eu e o tu, surge o chamado impulso de criação, pelo qual o ser humano, ao se encontrar vivendo com outros, passa a ter a necessidade de criar – coisas e a si próprio. “Tudo o que aparece e acontece com o homem se transforma em algo motor, num poder fazer ou num querer fazer”, escreveu ele.

OS RISCOS DA EXERCITAÇÃO E O PAPEL DO PROFESSOR NA GESTAÇÃO DO EU

O impulso de criação, segundo Buber, nunca deve gerar uma produção vazia, já que não deve ter como finalidade um ter, mas um fazer – e bem pensado. Como a criação é unilateral, no entanto, a criança que não reflete sobre o que faz corre o risco de se tornar egoísta e de não se constituir plenamente. Caberia ao educador ensinar que a criatividade e o sucesso não são nada se não vierem juntos da consciência da participação nas coisas e da necessidade da reciprocidade. Essa espécie de desvio do impulso de criação é contrabalançada por outra: o impulso da interligação. Segundo o filósofo, é com essa força que “desejamos que o mundo se torne a pessoa presente que nos acolhe e reconhece, assim como nós a ela, que se confirma em nós, assim como nós nela”. Saber orientar essa construçãoé uma das grandes responsabilidades do professor, adverte Maria Betânia.

“O caminho para a Educação é deixar- se guiar pela própria realidade, tendo um posicionamento que, mesmo suave, deve ser firme, pelo compromisso de revelar o que é certo e o que é errado.”

Buber critica muitas posturas da Pedagogia Ativa, movimento educacional de vanguarda de meados do século 20. Ele é contra, por exemplo, a ênfase dada ao aprendizado por meio de fórmulas mecânicas, como exercícios.

Fonte: Marcos Gomes -
Revista Nova Escola 09/2009 http://revistaescola.abril.com.br/

Planeta Sustentável - http://migre.me/8GlS

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

ESPELHOS NO DESERTO

Espelhos no deserto... e não são para os bastidores de nenhum desfile para gravações da novela das oito! Espelhos no Deserto, que até parece nome de filme, é o projeto MEGA ULTRA SUPER de uma usina solar no deserto do Saara, norte da África que pretende abastecer de energia a Europa. Sonho? Com certeza alguém sonhou um dia e agora ele está aí...só falta um pequeno detalhe... 400 bilhões de euros para que vire realidade. Um bom investimento? O que você acha?
Boa leitura!
Bj
Rudáia


Uma megausina solar no Saara










Consórcio de empresas lança projeto megalômano que pretende produzir eletricidade no deserto africano, cruzar o Mar Mediterrâneo e abastecer a Europa.

A maior barreira é o custo: 400 bilhões de euros

Os desertos do planeta recebem mais energia do sol em seis horas do que todo o consumo da humanidade em um ano. Estima-se que apenas 1% da superfície de 9,1 milhões de quilômetros quadrados do Saara, onde o sol brilha 4 800 horas por ano, seria suficiente para suprir as necessidades energéticas de todo o mundo.

Esse potencial de fonte alternativa, no entanto, permanece até hoje mal aproveitado, pelas limitações logísticas que se impõem à geração de eletricidade em grande escala a partir da radiação solar. Um passo significativo no sentido de utilizar melhor a energia do sol foi dado, com a assinatura na Alemanha de uma carta de intenções num consórcio de doze empresas, que apresentou o Desertec, um projeto para produzir eletricidade no Saara, no norte da África, e abastecer a Europa.

Os números envolvidos são megalômanos. O custo estimado para a conclusão da obra é de 400 bilhões de euros, um valor equivalente a 40% do PIB brasileiro. O sistema de espelhos refletores, redes de transmissão e usinas cobrirá uma área de 6 000 quilômetros quadrados, em países no norte da África.

Concluso, o megaprojeto teria uma capacidade instalada de 100 gigawatts. O sistema conseguiria atender a 15% da demanda europeia em 2050. Com ele seria possível produzir energia o bastante para suprir o Brasil por seis meses, ou o equivalente a quatro Itaipus.

Seus idealizadores acreditam que, num mundo de crescente escassez energética e de necessidade premente de buscar fontes que não sejam de origem fóssil, são boas as chances de que o plano saia do papel. O investimento ganhou o apoio da chanceler alemã, Angela Merkel, e do presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso.

"O Desertec nasceu de um desafio global de produzir energia limpa e atender às crescentes demandas energéticas no mundo", afirmou a VEJA Gerhard Knies, coordenador da Cooperação de Energia Renovável Transmediterrânea (TREC), fundação que conduziu o projeto. Para construí-lo, seriam empregadas 240 000 pessoas, seis vezes o número de trabalhadores que ergueram Itaipu.

Já existem outras usinas de geração de energia a partir do sol no mundo, mas numa escala muito menor. A maior delas se encontra no Deserto de Mojave, na Califórnia. Mas a capacidade do Desertec será 300 vezes superior à dessa usina americana.

Quatro Itaipus no deserto

A tecnologia será baseada na produção de energia solar por meio de placas fototérmicas. Milhares de espelhos enfileirados refletem os raios de sol para canos que contêm um fluido. No caso do Desertec, será um óleo especial. Esse líquido é aquecido a 100 graus e leva o calor até um reservatório com água. O contato do óleo quente com a água fria libera vapor, que é conduzido a turbinas. A transmissão da energia será feita a partir de tecnologia de corrente contínua em alta-tensão. Os cabos percorrerão uma extensão de até 2 000 quilômetros e cruzarão o fundo do Mediterrâneo.

Até 2050, há ainda um longo caminho a seguir. O principal desafio é, sem dúvida, o financiamento. Estima-se que o valor mínimo para o início das obras seja de 10 bilhões de euros, dinheiro alto em tempos de crise mundial.

Luís Guilherme Barrucho - Revista Veja

Fonte: Planeta Sustentável: http://planetasustentavel.abril.com.br/

Saudações!

Quanto tempo sem escrever por aqui!!! E falando em tempo, que tempos estamos vivendo agora em 2020...espero que estejam todos bem, dentro do...